BARA: POR HOMENS GAYS, PARA HOMENS GAYS

Atualizado: 12 de Nov de 2020

'Bara' 薔薇 é um subgênero de publicações 'Gei Comi' ゲイコミ Gay Comics (quadrinhos gays) focado em relações eróticas homoafetivas, criadas na maioria das vezes, por e para homens gays.


O gênero retrata o amor entre homens do mesmo sexo, criado principalmente por gays para um público masculino gay. 'Bara' pode variar em estilo visual e enredo, mas normalmente apresenta homens masculinos com vários graus de músculos, gordura corporal e pelos corporais, semelhantes aos bears (ursos - é uma subcultura da comunidade gay masculina. Tendem a ter corpo peludo e barba: alguns são muito grandes ou pesados; alguns projetam uma imagem masculina de aparência bruta) ou à cultura do fisiculturismo.


Embora seja tipicamente pornográfico, o gênero também retrata temas românticos e autobiográficos, pois reconhece as reações variadas à homossexualidade no Japão moderno.


História


O mangá gay contemporâneo tem suas origens em Bara-Komi, uma edição suplementar de 1986 da Barazoku (Rose Tribe) (primeira revista gay comercializada no Japão), criada por um homem heterossexual chamado Ito Bungaku em 1971.


Apesar de seu surgimento relativamente recente como uma forma de arte, o mangá gay pertence a uma história de homossexualidade na arte visual japonesa que remonta a shunga (corrente pictórica tradicional onde são apresentadas cenas com conteúdo sexual) do período Edo.


Gengoroh Tagame cita a revista fetichista Fuzokukitan (1960-1974), que publicou conteúdo gay junto com conteúdo lésbico e heterossexual, como uma grande influência no mangá gay. Os primeiros artistas eróticos gays Tatsuji Okawa, Sanshi Funayama, Mishima Go e Go Hirano fizeram sua estréia em Fuzokukitan, ao lado de reproduções não autorizadas de arte de George Quaintance, Tom of Finland, e de revistas famosas como Physique Pictorial.


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A fotografia homoerótica também foi creditada como tendo influenciado o gênero, com Tamotsu Yatō e Haga Kuro mencionados por Tagame em particular.


Várias revistas que publicaram arte erótica gay foram fundadas à medida que a publicação gay proliferou nas décadas de 1970 e 1980, incluindo Adon, Sabu, MLMW, The Gay, Samson e SM-Z. À medida que as revistas gays mudaram para o conteúdo de estilo de vida, as revistas frequentemente centralizavam seu conteúdo erótico em torno de temas ou fetiches específicos, como 'Assalariados' ou 'Caçadores Gordinhos'.


A arte deste período, tipificada por Sadao Hasegawa, Junichi Yamakawa e Ben Kimura, é conhecida por seu realismo e otimismo, e por representar cenários modernos ao invés de históricos.


Na década de 1990, revistas como Badi e G-Men incluíram cobertura editorial de orgulho gay, cultura de clube e tópicos relacionados ao HIV/AIDS, além de manga gay. Em contraste com o erotismo de Barazoku, o mangá gay publicado na G-Men era mais explicitamente pornográfico.


A G-Men atendia homens gays que preferiam "Fantasia Machista", em oposição aos estilos mais elegantes e inspirados no yaoi, populares na década de 1980, e encorajou leitores constantes publicando histórias em série que encorajavam a compra de todas as edições. Por outro lado, removeu inteiramente o material pornográfico da revista; a mudança não teve sucesso e a revista foi encerrada em 1996.


O declínio mais amplo da indústria editorial no século 21 subsequentemente impactou o mangá gay, com a maioria das revistas impressas que publicam mangá gay tendo acabado: Sabu em 2001, Barazoku em 2004, G-Men em 2016, e Badi em 2019. Hoje, com a falta de alternativas viáveis ​​de impressão, a maioria dos artistas gays de mangá publicam suas obras como doujinshi (publicações independentes).


Etimologia


O significado etimológico de 'Bara' é sombrio. Em tradução literal, significa "rosa". Originalmente, um termo pejorativo para a palavra inglesa, pansy (homossexual, gay), dirigida a homens gays da década de 30 como insulto.


Nas décadas de 1960 a 1970, o termo foi ressignificado pela mídia gay no Japão através do filme "Funeral Parade of Roses (Bara no Soretsu)" (um clássico do cinema gay japonês de 1969). E a palavra foi ainda mais popularizada pela revista Barazoku (Rose Tribe).


O termo foi revivido de forma depreciativa no final da década de 1990, concomitante com o surgimento de fóruns e salas de bate-papo na Internet, onde administradores heterossexuais designavam as seções gays de seus sites como 'Quadros Bara' ou 'Chat Bara'.


Essa apropriação indevida de 'Bara' por públicos estrangeiros causou polêmica entre os criadores de mangás gays, muitos dos quais expressaram insatisfação ou confusão com a terminologia usada para descrever suas obras.


Embora o termo seja visto de forma positiva agora, muitos artistas gays de mangá, como Gengoroh Tagame, se recusam a classificar seu trabalho como 'Bara' devido à sua controversa história.


Uso


O uso de 'Bara' como um termo genérico para descrever a arte em quadrinhos japonesa gay é, em grande parte, um fenômeno não japonês; o termo não é usado no Japão, e seu uso não é universalmente aceito pelos criadores de mangás gays.


'Bara' é ocasionalmente confundido com yaoi (também conhecido como Boy's Love ou BL), mas yaoi é historicamente criado por e para mulheres, e apresenta características bishounen (cuja beleza e poder de atração sexual transcende os seus limites de gênero e orientação sexual) que frequentemente se conformam à dinâmica típica de 'Seme' e 'Uke'.


Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Bara_(genre)

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